Não eleito, condenado e ainda multado
Suzy Monteiro 20/04/2017 09:42 - Atualizado em 20/04/2017 09:42
Michelle Richa
Audiência realizada no tribunal do júri/Michelle Richa
Condenado à inelegibilidade por oito anos na operação Chequinho, o candidato a vereador, não eleito, José Amaro dos Santos Lopes, o Pepeu de Baixa Grande (PSD), que recebeu apenas 187, votos, enfrenta outro dissabor: ao julgar os embargos declaratórios, o juiz Eron Simas o condenou, também, ao pagamento de multa de 50% do salário mínimo. No entendimento de Eron, havia intenção de protelar a execução da sentença.
Pepeu de Baixa Grande foi o primeiro candidato não eleito condenado em Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) do caso Chequinho. Ele foi condenado à inelegibilidade por oito anos, a contar da eleição de 2016.
No recurso, ele argumentava que a sentença padece de omissões e contradições, o que não foi aceito pelo juiz. O réu afirmava haver nulidade em decorrência da tramitação das ações conexas separadamente e no indeferimento da prova pericial. Todos os pontos, de acordo com o juiz Eron Simas, já tinham sido analisados anteriormente e rejeitados pelo Juízo: “... imperioso reconhecer o caráter manifestamente protelatório dos embargos de declaração, na medida em que nenhum dos argumentos que o embasam possuem pertinência com vícios passíveis de correção por aclaratórios”, disse o juiz.
Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.

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