Suzy Monteiro, Aluysio Abreu Barbosa e Arnaldo Neto
04/04/2017 10:05 - Atualizado em 04/04/2017 13:10
Vereadores suplentes também são condenados
Em mais um dia movimentado por desdobramentos da Operação Chequinho, o juiz Eron Simas proferiu sentenças de mais dois envolvidos no “escandaloso esquema” da troca de Cheque Cidadão por votos: Desta vez, os condenados foram os suplentes Carlos Canaã (PTC) e Geraldinho de Santa Cruz (PSDB).
Na decisão sobre Geraldinho e Carlinhos Canaã, o juiz Eron Simas julgou procedente a representação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e decretou a inelegibilidade dos dois pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2016, cassou os registros, bem como anulou todos os votos atribuídos a eles. Com as decisões, sobe para 13 o número de condenados em primeira instância no que o juiz considerou “um dos maiores e mais audaciosos esquemas de compra de votos de que se tem notícia na história recente deste país”.
Anunciado o resultado das eleições do ano passado, Geraldinho e Carlos Canaã apareciam como suplentes. Contudo, acabaram “herdando” cadeiras na atual Legislatura. No dia da diplomação, o juiz Ralph decidiu que seis eleitos, acusados de participação na Chequinho e que já respondiam Ação Penal sobre o caso, além das ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), não receberiam o documento e, por consequência, estariam impedidos de tomar posse: Jorge Rangel (PTB), Kellinho (PR), Linda Mara (PTC), Miguelito (PSL), Ozéias (PSDB) e Thiago Virgílio (PTC).
Como a decisão, eleitos e suplentes empossados julgados até agora foram condenados. As sentenças conhecidas antes eram de Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), Jorge Magal (PSD), Roberto Pinto (PTC), Thiago Ferrugem (PR), Vinicius Madureira (PRP) e os seis não diplomados. Eles já recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).