Vendendo o seu futuro
Christiano 15/04/2016 06:45

O jornalista Ricardo Noblat publicou aqui nessa madrugada, em seu blog, que a deputada federal Clarissa Garotinho protocolou na Câmara um pedido de licença de 120 dias. Ela está grávida e dará à luz em breve.

Coincidência ou não, a sua ausência se dará na votação mais importante da Câmara nos últimos 23 anos, quando será decidido, no domingo, o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A ausência de Clarissa ajuda o governo do PT a evitar mais um voto a favor do impeachment. Ela deu reiteradas declarações de ser a favor do impedimento de Dilma nas redes sociais, chegando a debater firmemente com alguns seguidores.

Coincidência ou não, o seu pai, o ex-governador Anthony Garotinho circulou pelos corredores de Brasília nessa semana, tendo tido conversas com figuras proeminentes do governo petista, que estariam, digamos, pedindo a sua colaboração para ajudar a evitar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na bolsa de apostas do Palácio do Planalto se especulou durante as últimas semanas que uma ausência na votação de domingo renderia R$ 400.000,00 ao deputado que se omitisse do processo. O voto contra o impeachment seria premiado com R$ 1 milhão.

Coincidência ou não, a Prefeitura de Campos, com seus cofres em situação falimentar, está negociando, pela terceira vez, a venda do futuro, um empréstimo dando como garantia minguados royalties futuros, comprometendo várias gerações de campistas e administrações de futuros prefeitos. Quem avalizará a nova venda do futuro será o governo Dilma, pelo menos enquanto ela estiver sentada na cadeira de presidente.

Coincidência ou não, a licença de Clarissa, noticiada por Ricardo Noblat, é de exatos 120 dias. Nem um dia a mais. Nem um dia a menos. Se fosse de 121 dias ou mais ela teria de ser substituída pelo próximo suplente de sua coligação. Assumiria um deputado do DEM, partido que votará unanimemente pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, prometeu chamar a todos, nominalmente, na votação de domingo. Os ausentes deverão ter o seu nome lido, em voz alta, três vezes. A sessão será transmitida ao vivo pela Globo e pela Record, em clima de final de Copa do Mundo. Uma ausência não passará despercebida. Muito pelo contrário, será marcante, vitaliciamente marcante.

Até o presente momento a deputada Clarissa Garotinho não se manifestou em suas redes sociais sobre a notícia divulgada pelo jornalista Ricardo Noblat nessa madrugada. Confirmada a informação, Clarissa ficará marcada para sempre como a deputada que se ausentou em um dos momentos mais importantes do país. Seu futuro ficará indelevelmente comprometido. Coincidência ou não, como o de Campos.

Atualização às 11h48 de 15/04/2016: O primeiro entre os principais blogs da região a publicar a notícia foi o jornalista Aluysio Abreu Barbosa, aqui, em seu blog Opiniões.

Atualização às 12h22 de 15/04/2016: Garotinho deu a sua versão para o caso. Confira aqui.

Atualização às 12h49 de 15/04/2016: Segundo foi afirmado aqui em nota no Blog do Lauro Jardim, Garotinho decidiu se aliar ao governo e forçou a licença de Clarissa, que estava irredutivelmente a favor do impeachment e já havia afirmado que a gravidez não a tiraria da votação. Confira aqui.

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