Distante e isolado, Cense recebe elogios
31/12/2016 17:30

Após quase um mês e meio da inauguração do Centro de Socioeducação Professora Marlene Henrique Alves (Cense), pertencente ao Departamento de Ações Socioeducativas (Degase), localizado na rodovia RJ 158 (Campos/São Fidélis), na localidade de Itereré, a 23 quilômetros do Centro, familiares dos menores, internados no Cense, encontram dificuldades para chegar ao local. O órgão está localizado às margens da rodovia e não há pontos de ônibus, bares ou restaurantes e até mesmo posto de gasolina próximo ao Centro de Socioeducação. Em Campos, há a opção, em dias de visita, de um coletivo que transporta parentes de dois pontos do município, próximo ao Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad), no Parque Leopoldina ou em frente a rodoviária Roberto Silveira, no Centro, beneficiado aqueles oriundos de outras cidades. Outros parentes, de Campos ou outras cidades da região, comparecem ao local por conta própria.

As visitas no Cense são realizadas às sextas-feiras, das 15h às 17h30, para internações provisórias, e aos sábados, das 15h às 17h30, para internações fixas. Ao chegar ao local, os parentes são revistados, na entrada, e são autorizados às visitas, somente portando biscoitos, refrigerantes e material de higiene. Ainda na entrada, uma van transporta os parentes, numa distância de cerca de 500 metros, até os módulos onde se encontram os menores. De acordo com a doméstica A.P.S., de 39 anos, moradora do Parque Cidade Luz, em Guarus, o local está distante da cidade e ela conta com ajuda de um vizinho para levá-la ao Cense de carona num automóvel. Segundo a doméstica, o filho, de 17 anos, estaria no local há duas semanas por conta de porte ilegal de arma.

— Ajudo meu vizinho com o combustível, já que ele se solidarizou em me trazer nos dias de visita para ver meu filho. Estou triste por estar distante dele, mas ao mesmo tempo estou feliz por ele estar em boas mãos e sendo bem cuidado. Foi Deus que colocou meu filho aqui. Estou esperando a decisão do juiz, que tem até 45 dias para definir se meu filho volta para casa ou fica aqui em caráter fixo, podendo ficar até três anos — informou a doméstica.

Já a doméstica B.S., de 45 anos, de Macaé, contou com a ajuda de um político da cidade para conseguir o transporte e visitar seu filho de 16 anos, que está há 35 dias no local. “Não pude comparecer a duas visitas. Não tenho como arcar com a passagem”, disse.
De acordo com a diretora do Cense, Marlene Tavares, os parentes oriundos de outras cidades devem solicitar ao conselho tutelar do município um veículo para levá-los ou até mesmo pedir à secretaria de Assistência Social o valor da passagem. Ambas as ajudas são obrigatórias e garantidas por lei.

Foto: Edu Prudênio

 

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