OGX - CEO demitido por falar demais
Esdras
O lado que a corda arrebenta Após os enormes prejuízos da quarta-feira negra na Bovespa por conta frustração de expectativa de produção do campo de Tubarão Azul (Waimea), com o anúncio de que a vazão dos poços perfurados pela empresa na bacia de Campos seria apenas de um terço do prometido, o empresário Eike Batista parece que abriu a temporada de caça aos culpados pelo espetacular prejuízo demitindo Paulo Mendonça, CEO da OGX. Morreu pela boca No dia 25 de maio deste ano, Paulo Mendonça mostrava excesso de otimismo em declarações publicadas no “Economia IG”: “Atualmente existem dois poços abertos, e a produção média está em 17 mil barris/dia. Com o início da extração no segundo poço, no início do mês, a produção chegou a subir de 11,5 mil barris de petróleo para 23 mil barris/dia (ao todo), disse ele.” “Um terceiro poço em Waimea começará a produzir no segundo semestre de 2012. Isso fará com que a produção atinja entre 30 mil e 40 mil barris/dia até o final do ano. Um quarto poço virá somente em 2013, e aí a produção pode variar entre 40 mil e 50 mil barris/dia.” O anúncio oficial da comprovação técnica de que a vazão dos poços seria de apenas um terço do alardeado, contrariando o que Mendonça afirmava, foi o estopim para a derrocada das ações da OGX.
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